Burbujas de amor

Quem nunca dançou agarradinho ao som desta balada, nas festas da escola, que atire a primeira pedra. Ultrapassada a vergonha, ultrapassado o calor e a humidade juntos, no bar da escola transformado em discoteca, ultrapassadas as paredes a escorrerem os humores corporais, a malta alinhava. Era kitsch? Era. Seria corny? Certamente. Mas era o início da década de noventa. As miúdas estavam a largar as amarras das permanentes. Começavam as franjas esquisitas (outra vez na moda curiosamente), mas o que de interessante elas tinham nesta altura, não eram os cortes de cabelo. Eram as feromonas que ditavam as leis, e a malta, sedenta de novas experiências, e de uns nada inocentes apalpanços, sujeitava-se a tudo. Mesmo a dançar Juan Luis Guerra.

Eu dancei ao som de “Borbujas de amor”. Esta música é um dos meus reflexos condicionados privados. Sempre que calha em ouvir esta música, estou novamente a dançar agarrado à Susana, à Estela, e a outras que o tempo me fez esquecer. Numa tarde, esta música devia passar umas cinco vezes. E a malta aproveitava. Mas eu não era, (e não sou), pé de chumbo. Fazia bem a minha parte. E dançava com elas. Mas não estava à procura de louros ou de palmas. Só queria uma oportunidade para estar ali, coladinho às mamas suadas delas. Obrigado, Juan Luis Guerra.

Rip-off

Fiquei chateado. Bastante chateado. Não sendo de todo o mais fiel dos seguidores do programa Ídolos da SIC, nem coisa que se pareça, confesso ter seguido com alguma atenção, a edição de 2009. Andava por lá um jovem que, para além de ser do Norte, trazia um reportório que acabou por me convencer. E tinha um timbre bastante decente que facilmente convenceu também os portugueses, sendo que acabou por ganhar. Desapareceu do mapa durante quase três anos, radicado que estava em Londres a estudar e a progredir musicalmente, diz-se.

A Farol meteu o dedo no produto final que saiu recentemente para o mercado. E fez merda. Nem vou pelo artwork, que sou leigo. Mas parece ter parado em 2005. Em relação à musicalidade e pelo menos naquilo a que tive acesso, um EP, (julgo tratar-se de um EP), com quatro faixas. E ouvi de tudo. Ouvi Ornatos Violeta, ouvi Jeff Buckley, e alguns outros. Gosto bastante dos copiados, não me interpretem mal, mas as colagens são tão óbvias que chateia. Não acredito que fosse este o caminho que o Filipe Pinto pretendia calcorrear ao meter-se nesta confusão, mas o dedo da Media Capital parece ter acabado por ferir de morte a estreia musical, e a solo, de uma voz decente.

Faixas: Amanhã Talvez, Insónia, Resto de Nada, Vila. E se por acaso o Filipe teve carta branca para criar a seu bel-prazer, o que duvido, foi arriscar demasiado nas colagens óbvias. É certo que actualmente é muito difícil inovar, e às vezes parecemos andar só a comparar a musicalidade de tudo o que sai para o mercado, e a encontrar semelhanças, mas nesta primeira amostra exigia-se algo diferente. O que não quer dizer que não encontre ali qualidade, está lá a rodos. Mas não traz nada de novo. Se não soubesse o que estava a ouvir, teria ido logo googlar acerca de um eventual novo trabalho a solo do Manel Cruz.

 

Les Fleurs du mal

Encontram-me por esta altura a tentar chegar, a custo, a um ramo de azáleas vermelhas. Para mim, na altura com uns sete ou oito anos, são apenas flores giras que quero roubar. Apenas umas grades que o tempo se encarregou de enferrujar, me separam de um final feliz. Achava eu que flores seriam um bom agradecimento para os dois beijos trocados com a Luísa. Com nove anos bem rodados, só os mais velhos se podiam gabar de lhe terem tirado beijos. Os mais velhos e eu. Mas não consigo chegar às azáleas. Decidido que estava a não desistir, ganho coragem e abro o portão. Da porta de entrada da casa nem vivalma. Avanço. O ranger do portão estraga todo o modo stealth com que achava que ia concluir o roubo. Quando já tenho nas mãos uma quantidade generosa de flores, a mão da dona Etelvina a puxar-me bruscamente a orelha esquerda, alerta-me para a dura realidade que seria a minha vida, na pele de um fraco criminoso. Nem as miseras flores de um jardim. O caminho desde o jardim da dona Etelvina até casa torna-se demasiado longo. Pelo caminho a Luísa e as amigas vêem-me com as flores na mão. Não tenho oportunidade de lhe dizer que eram para ela. Não consigo fazer peito à homem porque tenho oito anos e estou a ser levado por uma orelha. É a descrença total. Já em casa, Mamã Troll  faz-me ver com veemência, que uma vida de crime nunca compensaria. Sou rápido a concordar, antecipo-me num pedido de desculpas para evitar males maiores, mas obrigam-me ainda assim a explicar a razão. Envergonhado pela reacção delas à minha confissão, sob a forma de risos, começo assim uma horrível relação com flores, e a sua parca utilização como acessório na conquista de mulheres.

Anos mais tarde, já com o modo conquista actualizado com as últimas drives, dei um ramo de flores à Vera. Leiam a história e saberão onde isso me levou. Lembro-me também de ter apanhado umas flores do campo e as ter dado à Cláudia. Assim como quem dá uma medalha a um soldado por bons serviços prestados. Ainda que também não me tenha levado longe. Jurei para nunca mais. Foi a promessa que mais vezes deixei cair por terra. Continuei a fazê-lo contrariado, porque li algures que elas gostam, mesmo as que dizem que não gostam. Mas fartei-me. De há uns anos para cá dei o meu grito de Ipiranga. Sirvo-me de outros subterfúgios para agradar. Flores nunca mais. De azáleas então, fujo a sete pés.

A Small Victory

Devotado fã e acérrimo defensor destes meninos, foi com mal disfarçada emoção, quase ao nível de uma criança quando se sabe a caminho da Eurodisney, que comprei o meu bilhete para finalmente os conseguir ver ao vivo. Corria o ano de 2010, e nem o facto de ter sido obrigado a estacionar a demasiados quilómetros do Passeio Marítimo de Algés e fazer o caminho todo a pé, foram suficientes para me retirarem o sorriso traquina do rosto. Ia a caminho de um dos concertos da minha vida, depois de Opeth em Londres.

Foi uma surpresa não ter ficado chateado com o facto de Alice In Chains,  se apresentarem em palco com tanta ou mais pica para tocar do que antes, já sem o fantasma Layne Staley por perto. O novo vocalista faz um trabalho bastante decente, e do que eu gostava mesmo era das back vocals do Cantrell e essas continuam iguais. O tempo passava-se entre tendas, ora para espreitar a maluca da Florence, ou o tipo com ar de ganzado surfista do Devendra. Era apenas mais um na multidão de desconhecidos, e sempre à espera dos mestres. A noite chegava e com ela um inesperado frio.

Deu tempo para quase ficar com uma erecção quando a Anneke subiu ao palco para cantar com os Moonspell, e para comer duas bifanas a preços astronómicos. Gostei bem mais da Anneke, mesmo nunca lhe tendo comido a febra. As bifanas estavam salgadas. A Anneke saltou tanto que suava, e eu fazia apostas mentais sobre se a pele dela estaria mais salgada. E isso explica um pouco o motivo da quase erecção do início deste parágrafo.

Já passava meia hora da meia noite, quando se acenderam as luzes a anunciarem a entrada do Mike e dos amigos. Foi o delírio. Meu e da multidão. Saltei e cantei as três, quatro primeiras músicas. E depois parei. Ouvi mais duas. De seguida senti uma necessidade horrível de me sentar. Estava cansado. Muito cansado. E acabei por me vir embora antes do fim do concerto. Já nem a imagem da Anneke aos saltos e a suar me conseguia animar. Foi a 8 de Julho de 2010 que me senti a envelhecer e que a partir dali nunca mais ia aguentar um concerto inteiro a abanar a cabeça.

A Felicidade mandou-me cumprimentos

Disse-me ontem o meu pai. Passou por ela na rua. Já não pensava nela há anos. A Felicidade era uma espécie de patinho feio lá na terra. Para além da Mãe Natureza não ter sido nada meiga com ela, tinha um problema bastante comum, mas que nela era levado ao extremo. Sofria horrores com unhas encravadas e andava constantemente de sandálias ou chinelos, os dedos dos pés ligados, as ligaduras ligeiramente manchadas de vermelho, cortesia do Betadine. Se no Verão o gozo era menor, no Inverno vê-la de meias e sandálias levava ao delírio os miúdos que a gozavam. Isto obviamente não a fazia feliz, e as piadas constantes do resto da malta não ajudavam. A Felicidade era pobre e andava sempre com umas saias compridas e a malta gritava o tempo todo: ”Oh Felicidade levanta lá uma das tuas sete saias!”. Ela não levantava. Baixava a cabeça e afastava-se a arrastar os chinelos e as ligaduras sujas de Betadine. O Paulo dizia que era mercúrio-cromo mas ninguém lhe ligava. Era sabido que ele dizia qualquer coisa para que a malta não fosse falar nas suas Sanjo. 

Antes do advento do bullying e de merdas dessas, a malta dava uns sopapos, dava sim senhor, mas mais do que isso, gozava à força toda com os que, por um qualquer azar ou problema, tivesse algo que os diferenciasse dos demais. O Zé Carlos foi o primeiro puto que me lembro de ver a usar aparelho nos dentes. A sua cremalheira tornou-o no alvo de chacota número um, da malta. Eu não gozava com ele porque a irmã era gira e lá tinha as minhas razões. Em vão. Dali nunca levei nada. Foram morar para outra terra e nunca mais lhe pus a vista em cima. O Victor, certo dia, calou-se bem caladinho na aula de Meio Físico e Estudos Sociais e não disse a ninguém que tinha vontade de fazer xixi. Corria o ano lectivo de 1987. O Victor começou a chorar compulsivamente, e a professora Maria Luísa, preocupada, aproximou-se para ver o que se passava. Quase, quase escorregava no xixi do pobre Victor. A canalhada irrompeu histérica em gargalhadas e ainda hoje, mais de vinte e cinco anos depois, alguns se lembram do mijão.

Podia falar em mais algumas infelizes vitimas de gozo infantil. De muitas outras esqueci-me para todo o sempre. Talvez me lembre deles quando já muito velho e esquecido, começar a misturar passado com presente, e a realidade com o que nunca aconteceu. Se por acaso se lembrarem de episódios da vossa infância, partilhem aqui, para que a culpa não morra solteira.

 

As minhas houri

Eram para mim o equivalente ás 72 houri dos muçulmanos. Com a diferença que seria aqui muito difícil imaginá-las virgens. Ainda assim era quantas vezes elas quisessem. Da fria Suécia chegavam aos meus ouvidos, em meados de 1997, as Drain, uma espécie de Alice In Chains com mamas e cabelos bem tratados. Cheguei a copiar descaradamente o riff de uma das músicas delas, e secretamente desenvolvi uma tórrida  e platónica paixão pela vocalista Maria Sjöholm até ao dia em que me soube trocado pelo Tony Iommi, o eterno guitarrista de Black Sabbath. Maria, nunca chegarás a saber que te teria dado o mundo. Mas sem ser em pacotinhos como o outro.

Shouldn’t we draw a line somewhere?

Passaram-me algumas pelas mãos, devo confessar. Tenho no entanto de realçar que nunca as procurei, que os meus gostos eram outros. Nunca lhes achei uma piada por aí além. É certo que acabava sempre por lhes levantar as saias. É quase um acto reflexo. Quase sempre, e invariavelmente, em casa das vizinhas. A curiosidade acaba sempre por ganhar vantagem ao pudor. Mas ainda assim, a minha experiência com barbies é curta. Nunca houve nenhuma lá por casa, e mesmo depois de sabida de cor a história das abelhinhas, e apurado o gosto por mulheres, nunca, mas nunca me passaria pela cabeça imaginar o que se segue, tampouco passar por lá as mãos e levantar-lhe as saias.

O exercício seguinte, poderia muito bem passar por um daqueles “Descubra as diferenças”, que fazem as últimas folhas da maior parte dos jornais. A diferença, aqui, prende-se sobretudo com o facto de esta segunda foto pertencer a esta jovem. Valeria Lukyanova é já tema de discussão em forums no mundo inteiro. Farsa. Photoshop, o cúmulo das cirurgias plásticas, o camandro. Uma coisa é ter japonesas a fazerem vida vestidas de Lolitas. É curioso, estranho, ridículo poderão dizer, mas, de certo modo aceitável. Valeria levou ao extremo a adoração pelo ex-libris da Mattel a seguir ao He-Man.

Cada um é livre de fazer com o seu corpo o que bem entende. Evoluímos de tal forma que com um bocadinho de asco e um encolher de ombros, aceitamos quase tudo o que o ser humano é capaz de fazer a si próprio para se diferenciar dos outros. Eu também queria encher o corpo de tatuagens e depois de aberta a pestana, fiquei-me por três. Mas tornar-me a imagem viva do meu boneco preferido? Não sei, faz-me espécie. E depois ia certamente ter alguma dificuldade em explicar às pessoas que aquelas protuberâncias nos calcanhares parecidas com barbatanas, eram para ficar parecido com o Namor.

 

 

True Blood

O meu nome é Bill Compton. Tenho 177 anos e sou um vampiro. Nasci no…nah. Este post ia ficar ainda mais manhoso, e nem sob tortura, confessarei algum dia, que vejo uma série com um nome destes. Adiante. Acontece que o post de hoje envolve sangue. Pronto está feito. A palavra sangue é garante de atenção redobrada por parte de cinquenta por cento dos leitores. Os outros cinquenta encolhem os ombros e vão ler na mesma.

A empresa onde trabalho vela por mim. Não quer que nada me falte, e quer-me sempre com saúde e vigor. Para isso, e não apenas porque é legalmente obrigada, de dois em dois anos, exige que os seus funcionários se sujeitem alegremente a apertados exames de saúde, que consistem em mijar para um copo de plástico, e ter uma agulha espetada na veia mais saliente do braço. Todos já passaram por isto. Mas nem todos terão tido a experiência que tive ontem. Envolve sangue, duas mulheres, quatro homens e um espaço exíguo, ali, paredes meias com o Saldanha Residence. Não, não é um caseiro de snuff. Antes fosse. Mas foi igualmente divertido.

Cheguei atrasado, suado, esganado de fome pela obrigação do jejum, e a achar que passar fome é, talvez, a verdadeira razão para nunca vir a ser um verdadeiro cristão. Estava com vontade de esmurrar alguém, mas não o fiz. Trazia comigo o primeiro xixi da manhã, um pouco a medo, estava refundido num bolso do casaco. Acreditem que choraria pelo xixi derramado. Depois de alguma espera, apenas apaziguada pela leitura de uma revista Maria, fomos chamados. Sim fomos. Quatro marmanjos chamados ao mesmo tempo por uma jovem vestida com uma bata branca, claramente dois números abaixo do suposto. E ainda bem. Do tronco para cima, estava irrepreensível. Entrámos de fininho para uma salinha razoavelmente iluminada por uma luz amarela, e pelo sorriso da segunda jovem que já nos esperava. Com três manfios atrelados, a possibilidade de um ménage a envolver enfermeiras de bata, desvanece-se logo ali. Começaram a aviar os dois primeiros.

Nunca calhou em ir às meninas, mas não sei porquê fiquei com a sensação que seria algo assim do género, mecânico e sempre a aviar, tirando a parte em que baixas as calças. Ali subiam-se mangas. Os dois primeiros clientes, não quiseram assistir ao espectáculo de tirar sangue. Que se sentiam bem, mas que não conseguiam ver. Foi mais rápido que uma rapidinha, e num ápice já eu estava a ser aviado. O terceiro marmanjo já estava a levar com o tratamento ao mesmo tempo. Suava e virava a cara para o lado com repulsa, como se a jovem do busto proeminente fosse uma puta de um qualquer porto, com sífilis. Eu olhava para o sangue que me era retirado do braço esquerdo, enquanto a segunda jovem sorria e me perguntava se me sentia bem. “Com fome”, respondi. Sorriu e disse que normalmente os homens viram a cara para o lado e recusam-se a ver. Eu vi. Sou dos que gostam de ver tudo ao pormenor. E mais veria se mais sangue houvesse para tirar. E não era porque o busto da primeira jovem se encontrava a escassos centímetros, bem no centro do meu campo de visão. Eu estava a gostar de ver sangue. Sempre gostei, e nem sei bem porquê. Deve ser o vampiro em mim.

 

Let´s look at the trailer

Era inevitável. Mais cedo ou mais tarde ia acabar por falar deste filme. Não se pode dizer que tenha uma fórmula original, que não tem, já o “Alive” de 1993 foca esta temática com um misto de canibalismo cootchy cootchy à mistura. Também o “White Fang” de 1991 foca no início a questão dos lobitos esfaimados e tal, (curiosamente tendo ambos Ethan Hawke como protagonista). Mas falar do “The Grey”, não é apenas falar de mais uma excelente interpretação de Liam Neeson, que está lá. Dei por mim em algumas partes que não vou spoilar, a tremelicar e a verbalizar com um suave fuck!!, todas as situações em que se envolve aquela gente. Não fui ver ao cinema. Para além de caro, este merece ser visto sem barulhos de pipocas a serem mastigadas.

Também houve tempo para este filme:

Já o tinha lá em casa para ver desde 2009. Nunca calhou vê-lo. Ontem foi o dia. Este filme ganhou em 2006 o prémio para melhor filme e melhor actor no festival de Cannes. Foi nomeado para o Óscar de melhor filme estrangeiro em 2007, e ganhou mais uma catrefada de prémios worldwide. Porque é que ainda não o tinha visto? Não sei. Mas ainda bem que o fiz. Relata-nos a sangue frio a história dos únicos soldados “franceses” que conseguiram dar vitórias à Pátria, neste caso a Metrópole França. Os soldados magrebinos, marroquinos, e de outros países árabes deram o litro pela nação, e nem sequer uma palmadinha nas costas receberam. É considerada ainda hoje uma das páginas mais negras da história recente de França. Gostei mais do que estava à espera. É uma abordagem bastante diferente para um filme de guerra. Não me senti nada defraudado, gostei bastante e aconselho.

A modos que foi assim. Em considerando bom, partilho com a malta.

I too, need my medicine that makes me feel like a tall tree.

Ás vezes pergunto-me se não seria melhor estar mais atento ao que se vai passando no mundo, que também é meu, goste ou não da ideia, e se não deveria opinar aqui acerca do que nesse mesmo pequeno mundo se vai passando.

Mas não consigo. Até queria, mas não consigo. Se um deputado no dia anterior, ou no próprio dia, apressado que estava para sair da Assembleia e voltar ao seu escritório na Baixa,  teve um repentino chamamento da Mãe Natureza, e ao sair, levava papel higiénico agarrado aos Prada, ou se sacudiu mal o mangalho e levava uma enorme mancha de xixi nas calças que ia até ao vinco da perna esquerda, é certinho que no dia seguinte, setenta por cento dos blogues vão opinar sobre o assunto.

Se calhar é por isso que estou a ter menos visitas. Caguei para isso, mas a administração do blog não está muito satisfeita com o rumo do mesmo. Acham que o mesmo está a ficar demasiado pessoal. Não seja por isso. Vou colocar aqui as palavras para serem indexadas ao google, sob a forma de keywords. Assim não podem dizer que não toquei no assunto.

Atentem às keywords. Saldos. Pingo Doce.

E Filter é uma banda de que gosto bastante. O “Title of the record” é um dos meus álbuns preferidos.