Os efebos e a confusão que me fazem

Ainda aceito que na Grécia antiga as coisas coexistissem sem grande alarido. Jovens imberbes e sem penugem, satisfaziam os gostos sexuais dos homens Gregos. Os Romanos também lá iam sem disso fazerem grande segredo. Trocavam-se jovens escravos depenados como quem troca o cromo que falta na caderneta da Panini.

Os jovens, os homens, toda a malta da mangueira em geral que se depila: chateiam-me. Viva a diferença, malta, mas não se depilem. Por favor.

Os opostos atraem-se, os extremos tocam-se. Certo. Os gajos perderam a vergonha de se arranjarem e muito bem. Se antes um bigode bem aparado e um cabelo cortado à escovinha eram sinónimos de decência e andar bem arranjado, nos dias que correm, isso parece não ser suficiente.

Abro aqui um parêntesis. Não atiro pedras aos telhados de toda esta questão. Uso uma barba aparada à la Homem lixa. Se me apetece parecer naquela semana um lenhador das florestas Canadenses, pareço. Se na seguinte quiser parecer mais lavadinho, apara-se. Mas barba de 3 dias é que é. O suficiente para parecer um figurante do Prison Break, insuficiente para passar no casting sobre a vida de Rasputin na corte do Czar.

No passado era vitima de toda esta questão. Usava cabelo até ao cu com um constante aroma a lavanda na farta trunfa (que lhes parecia agradar), e pouco mais. Os anos foram passando e o cabelo, ainda que sempre hidratado nas pontas com serum da L’Oréal, e brilhante, era estigma e continuava a ser olhado de lado pelos outros gajos. Eu, que já era tão metrossexual como eles.

Veio então a fase short hair. Custou. Já não preciso de serum, mas não dispenso um Go Clean Daily Care da Redken ou um esfoliante facial de vez em quando. Uso um gel anti-rugas para contorno dos olhos. Porque não me custa nada.

Mas…depilar? We nee to draw a line here, people!! 

Para quê? Com que propósito, se os Romanos agora só assobiam italianas jeitosas e os Gregos estão tão fodidos que nem pensam em jovens depilados. Não consigo perceber. Que um gajo com um falo pequeno queira depilar a zona para convencer a parceira que aqueles 14 centímetros são na verdade 18, até se compreende. Mais do que isso não.

Aos efebos que possam ter ficados ofendidos. Caguei. Isto veio apenas a propósito de um artigo que li sobre este menino.

 

Return to Innocence

Inocente e invariavelmente achei que poderias ser a tal. Eu também achava que depois daquele título em 93/94, e do hat-trick do João Pinto no 6-3 em Alvalade, iamos ser eternamente campeões. Andava tão enganadinho. E o tempo encarregou-se de me dar razão. A idade da inocência passou rápido. As minha vizinhas encarregaram-se de me explicar tudo. Cheguei à Faculdade  sem canudo nesse campo mas com bastantes aulas práticas. Acabaram por se revelar extremamente úteis. E lá estavas tu. Não perdeste tempo. Pegaste no único estereótipo decente de homem que tomavas por ideal, (o gadelhas grandalhão), e fizeste a tua jogada. Parecias o João Pinto a jogar em Alvalade e eu não tive hipótese.

96 era então o ano. Como ainda trazia resquícios do Cristão que havia sido no passado, emulei Cristo, fiz do “tomai e comei todos” minhas palavras e comi. Comi com sofreguidão. Como um pedinte na Ceia de Natal, quando se depara com inesperado repasto. Só não fui um bom cristão porque não partilhei. Não gosto dessas merdas de relações abertas.

Das rendas ao rimel, tudo nela me surpreendia. A voluptuosidade fedia nela e eu inspirava profundamente cada fragrância daqueles aromas. Estava cego. E como cego que estava, ia tacteando nela para não me perder. O que se tornava uma contradição porque perdido nela já eu estava. E não via. Toda a gente via menos eu. Umas pernas bem torneadas e abertas atiram-nos mais areia para os olhos que o Sahara no meio de uma tempestade.

Tu eras mais gajo que muitos gajos que conheço, Mónica. Bebias mais Casal Garcia ao almoço que o Pinto, o bebedolas da faculdade. Conseguias usar mais foda-se e caralho do que eu como virgulas. E por Deus, tu conseguias assobiar com dois dedos na boca, uns quantos decibéis acima de mim. Eu podia ter perdoado isso tudo. Menos os arrotos. Arrotavas como um ogre, caraças.

Caía pois por terra, toda e qualquer hipótese de um futuro com uma cerca de negro pintado, de janelas com cortinas rendilhadas bordeaux, de um jardim de rosas com espinhos, e de um Doberman chamado Lúcifer a correr pelo quintal. Foi ao som de um arroto teu que a realidade bateu. Ou disso ou do hálito a vinho. Nada te ia salvar, Mónica. O teu futuro ia ser regado a doses massivas de Casal Garcia e ao som de sonoros arrotos, e eu, felizmente, já não ia estar por perto para ver.

A quem me quiser ler.

Esta poderia ser uma daquelas fases em que se pergunta se o autor do blogue vai continuar a escrever, ou se foi apenas fogo de vista. Um fogacho que não passou disso mesmo.

Assegura o gajo que escreve que sim, que vai continuar a escrever. Apesar das recentes mensagens a solicitarem que pare, que não escreve um falo, que tem a mania, e que deve ser um gordalhufo atrás de um teclado, um rejeitado social que emula um gajo que até já comeu algumas gajas e fala disso.

Amigos(as) que me mandam mensagens, eu não me auto-intitulei de Henry Miller da blogosfera. Não ouso pensar que escrevo bem, nem sequer pretendi fazê-lo ao vir para aqui blogar. Não sou gordalhufo, tá? Tenho mais cinco ou seis quilos que o meu peso ideal, mas isso não faz de mim godo.Nem fote. Precisava de um lugar onde pudesse falar de tudo o que me apetece. Sejam experiências passadas, seja do empate do Benfas, seja da gripe que só agora parece deixar de me atormentar o corpo.

Por isso da próxima vez que pensares em mandar uma mensagem a dizer “desampara-me a loja”. Não mandes. A não ser que por loja estejas a referir-te a maçonaria. Aí fazia o meu mea culpa. Não pertenço, mas não me importava de pertencer. Diz que ganham bem.

Com licença que tenho de ir tomar 2 cêgripes.

 

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Influenza

Odeio-te. És uma puta badalhoca que não lava as mãos entre clientes. Recusei deliciosos beijos virulentos para que não me apanhasses nas tuas garras. E para quê?

Se enfermo me deixares, cativo de quentes febres em salgado suor, prometo-te que me irei rir do torpor em que me deixares, e em delírio exclamarei: “Deves pensar que é isso que me vai impedir de ver o Benfas no Sábado, deves.”

“You give putas a bad name”. 

Delimitando territórios desde a década de 70

Acordei hoje com ela assim. Virada para o céu como se quer. Pelo menos quer-se assim quando vamos ter sorte com alguma coisa, alguns minutos depois, e com bastante foreplay pelo meio. Para mijar não. O tesão do mijo faz-me sofrer horrores. Eu sei, parece uma incoerência do caraças. Os homens sabem do que estou a falar. Tu não, frodo. Vai morrer longe. Estava a falar de homens. Só nós é que sabemos o que é sofrer para não encher de pingos e pinguinhas os tampos das sanitas e às vezes, o chão imaculado em redor. Terrível, terrível I tell you.

“Durante o sono, os meninos ficam com a bexiga cheia e sofrem uma pressão na próstata que provoca erecção. (A minha erecção há-de ter sempre dois C, só para que se saiba, que hoje não estou para brincadeiras). Damn. Fui aprofundar os conhecimentos que julgava ter para explicar o fenómeno. Saí maravilhado do google.

“O pénis possui dois canais, um para a urina e outro para o esperma. Quando o pénis fica erecto, ele fecha o canal da urina e abre o canal do esperma. Quanto o pénis fica flácido, ele faz o contrário, liberta o canal da urina e trava o canal do esperma.”. E pronto. O consultório do Dr. Sasquatch já pode fechar de vez, certificando-se assim o próprio de que ninguém cá volta a pôr os pés.  A palavra pénis três vezes no mesmo parágrafo. Três pénis ao mesmo tempo não é para todos. Afinal foram 5.

Não, não somos uns vulcões na cama só porque acordamos com ele assim acordado para a vida. (Quer dizer, eu até sou, mas isso não interessa para o raciocínio que se quer sério). 

“Todos os homens que não apresentem nenhum tipo de disfunção eréctil têm cerca de três a cinco erecções por noite”. Poderá isto ser considerado desperdício? Digam de vossa justiça. Podem considerar três a cinco foreplays por noite.

Numa nota à parte, mas relacionada com a temática, tenho-vos a dizer que a wikipédia é uma maluca, e tem uma opinião muito própria para resolver os problemas da Polução noturna. Isso mesmo, frodo, a última frase é-te dedicada.

Pénis. 6.

Coulrofobia, ou um medo do caraças.

Alguns de vocês acharão que no fim deste post, o mesmo se enquadra numa panisguice de todo o tamanho, e que depois disto, este vosso humilde blogger tinha mais era que levar umas vergastadas e fazer-se homem. É possível que tenham razão. Vocês são maus.

Eu tenho uma fobia. Não é das piores, e não, não é ser sodomizado à bruta pela Monica Bellucci e pela Sofia Vergara juntas, que com essa fobia aguento eu bem. E ainda não desisti de a realizar, tenho é andado com pouco tempo para organizar a coisa. Dai-nos senhor, fobias terríveis assim.

Descobri o nome, não o medo que esse vem de criança. Coulrofobia. Medo de palhaços. Não, não me refiro ao Passos coelho, que a esse pregava-lhe dois murros na tromba que ficava a parecer o Crusty. Mas depois ia ficar com medo dele também. Caramba. Decisões, decisões.

Desde de que me lembro que essas figuras parecidas com a Betty Grafstein me inspiram os mais sinceros medos. Ainda gaiato, do tempo em que ir ao circo não parecia uma actividade estranha e a caminhar assim para o decadente, lembro-me de ficar fascinado e de olhos esbugalhados para os domadores de leões, sempre à espera que um deles, farto de vergastadas mordesse o domador, e a tapar os olhos com as mãos sempre que os palhaços eram anunciados.

Eu poderia ter crescido com um alter ego por causa disto. Tornar-me o Sideshow bob mas com um cabelo melhor, tratado com aussie, que dizem fazer milagres com os cabelos rebeldes. Teria sido giro andar por ai a dar cabo de palhaços. Mas não. Tornei-me num adulto com medo de palhaços. Dei por mim várias vezes a pensar, que de dentro do disfarce, e depois do susto inicial, acabava sempre por sair uma palhaçinha extremamente bonita que me levasse a perder este medo. Mas nem assim.

E vocês? Sofrem de alguma fobia ridícula como eu?

“We few, we happy few, we band of brothers”

Devo confessar que começo por escrever este post depois de ter lido isto. Não posso dizer que concorde. O clichê da minha liberdade terminar onde começa a dos outros torna-se difícil de aceitar quando os segundos estão mortos e enterrados. Como se com isto algum mal viesse ao mundo. Mas algumas coisas nunca hão-de mudar. Adiante. Foram 8 breves segundos até me ter lembrado da Anne Hathaway e da produção dela para a Interview Magazine de Setembro último.

Nunca, vestidos de Dolce & Gabanna, Nina Ricci, Dior ou Gucci, me terão despertado tanto a atenção como aqui. Sim, porque um Sasquatch como eu também pode ser suficientemente sensível a bonitos vestidos ornamentados por belas mulheres. E a Anne é moça para merecer um destaque desses. Descansem que será provavelmente a primeira e última vez farei publicidade a moda por aqui.

Desengane-se também quem chegou a este 3º parágrafo a pensar que este blog pretende atingir outros patamares mais fashionistas. Não quer. Não é esse o intuito do post. Não sou um gajo que faça por estar a par destas andanças. Foi um despertar de cliques da memória. Vi-me de repente nas noites de Sábado da Jukebox, ali na Rua da Fé. As noites eram de negro vestido. E Doc Martens, claro está.

A mente, esse emaranhado de lembranças e pensamentos, encarrega-se de normalmente apagar as más memórias e preservar em formol as que nos deixam sorrisos na cara. Achamos que nos esquecemos delas, e aquando de um clique, o sorriso acompanha a lembrança. No que outros poderiam ver uma teatralidade deprimente eu via um estado de alma. Nunca uma vã tentativa de chamar a atenção. Onde outros encontravam uma forma de se protegerem contra o mundo e os outros, eu encontrava alguma paz. Como em qualquer outra cultura urbana existem extremistas. Eu não, eu era a Suiça. Em 96 a minha personalidade estava em plena mutação. Fundiu-se com estilos musicais e de guarda roupa. Senti-me muito bem nessa pele que foi minha por opção. A Mónica (a gótica de serviço na faculdade) também ajudou, mas a Mónica merece um post só para ela. O tempo encarregou-se de diluir o exterior da minha alma. O coração e a alma não. Mantém-se negros.

Ode aos Frodos deste mundo

Não, Frodo. Reconhecer um erro não é encolher os ombros. Não chega. Ainda por cima ombros de coninhas. Gajo que é gajo tem ombros levantados à homem, foda-se. Ombros querem-se capazes de lhes pendurar uma alça de uma bolsa e a bolsa ai ficar sem cair. Faz-te homem. Reconhecer que se errou a solo, obrigaria no mínimo a que te retractasses perante o director ao invés de uma reacção da tanga. Não é bonito partilhar o mal pelas aldeias, quando o único causador da moléstia foste tu. A culpa nunca morre solteira, não é meu pequeno cabrão?

Estou rodeado de frodos. Sem os pés peludos. Ficam ali pelos cantos a conjurar contra tudo e todos. O Frodo Baggins é um merdas. Só não tem as orelhas pontiagudas. Uns Glasgow kisses resolviam o assunto. Não fosse eu um gajo pacifico e pragmático, onde é que isto já não ia. O Frodo é meu “co-worker”. Como diria o Michael Felgate, «die piggy piggy, die die»

Andam aqui a pular de nenúfar em nenúfar, parece que nunca é nada com eles, primadonnas de merda, e à primeira oportunidade espetam-te uma faca do tamanho da espada do D. Afonso Henriques.

Humores malignos se destilam por aqui. Nada de novo, portanto.

Atado a ti, ou “Como fazer um bom Nó Corrediço”.

No ano de 1997 de deus nosso senhor, conheci a Cláudia. A Cláudia era uma yuppie gira. Mais ou menos. Para os padrões de 1997 era gira. O gosto e o requinte pelo sexo oposto e suas virtudes e encantos, só o fui melhorando com os anos. Vamos dizer que era mais ou menos gira. Era de Braga e ia ser advogada. Eu da Cidade dos Arcebispos só conhecia o São Bento da Porta Aberta, por isso, e em nome do conhecimento, deixei-me ir. Várias vezes.

Nos idos de Maio desse ano, já o calor do Sol aquecia os corações dos passarinhos e as joaninhas-macho tinham brincado imenso com as joaninhas-fêmea. As Louva-a-Deus fêmea há muito tinham comido as cabeças aos totós dos machos e as andorinhas já se tinham fartado de cagar os beirais das casas. O meu andava frio como sempre. Ébrio e decidido a queimar neurónios, arrastava-me numa das várias festas de caloiros da capital do Norte.

Ela veio ter comigo a meio do terceiro shot de Gold Strike. Ainda bem. Um quarto e ter-me-ia vomitado todo, que aquilo bebido como mandam as regras faz mossa. Sorriu-me. Vi logo que era mais velha. Não pelos dentes ou rugas, ou outro sinal de velhice mas pelo à vontade com que se me dirigiu. «Agarrava-te nesse cabelo e nem sabes o que te fazia». As jovens com que me havia até então cruzado, nunca se me tinham dirigido daquela forma. Creio ter anuído. E assim fez. Durante três meses. A carne é fraca bem sei. O cabelo, esse era forte e aguentou bem. Mas do alto dos meus 19…anos, comecei a achar aquela relação saudável. Aulas, almoço, lição de anatomia. Introdução ao prazer, almoço, nós de marinheiro para totós. Kamasutra 1.0, almoço, Técnicas de massagens.

A vida era boa. E as joaninhas, tal como eu, continuavam a fornicar. Era uma festa. Pelo menos era o que eu achava. Aparentemente a Cláudia de Braga não era da mesma opinião. Decidiu partilhar isso quando acabou de me amarrar à cama com umas meias de lycra. (O Nó borboleta é difícil de tirar, descobri depois). Achava que a relação tinha estagnado. Que era meramente física e que estava à procura de mais. Foda-se. Eu tinha dezanove anos sua doida. Usaste-me. (Nem te cheguei a agradecer decentemente by the way). Ias de férias para Espanha e algum tempo de separação só nos ia fazer bem. Tivemos nesse dia a última lição. Já as tua férias devem ter durado até hoje.

Cláudia, não te consigo dizer o mesmo que disse à Vera. Ensinaste-me a fazer uns nós corrediços muito bons. Agradeço-te por isso se algum dia leres estas linhas. As Louva-a-Deus continuaram a arrancar as cabeças dos machos nesse Verão. O Gold Strike nunca mais teve o mesmo sabor.

 

Na mesa dos miúdos como dantes

Eu não estava à espera de ouvir Vangelis como no Momentos de Glória. Não estava. A minha actividade física nos últimos dois anos, resume-se a movimentar com bastante agilidade os polegares oponíveis na Playstation. Diz que não chega, que é preciso mais qualquer coisa. Entrei pois de fininho no balneário e refundi-me o mais que pude. Era suficientemente mau estar ali por estes motivos. Ia fazer o meu teste de aptidão para natação livre, que nunca fui gajo para seguir ordens todo húmido. Era escusado ter levado logo com o nalguedo geriátrico de dois idosos que acabavam de tomar banho. Pimba. Logo para abrir a pestana. Não reparei se andaram a apanhar sabonetes. Mas sorriam. Deve ser um código. Eu nunca fui muito bom a ler nas entrelinhas. Ignorei e mostrei-lhes as nalgas enquanto vestia rapidamente o meu fato-de-banho-a-armar-em-gajo-bom. Se fosse esse o código, (o do nalguedo), tratei logo de confraternizar. Não. O fato de banho não foi por opção para excitar a malta. Era obrigatório e o meu ar de escandalizado quando me informaram disso deve ter dito tudo. Detesto andar com tudo assim apertado. Mas eu era a man with a mission.

Termo de responsabilidade entregue, e depois de me ter sido explicado o que esperavam de mim, fui-me encaminhando para a piscina. Novamente nem sinal de Vangelis. “…delicia, delicia, assim você me mata…”. Foda-se. Não era com esta música que eu queria entrar na água. Era o meu momento. Aparentemente também era o momento da aula de hidroginástica.

“Para lá crawl, para cá costas, para lá bruços, e para cá com o estilo que se sentir melhor.” Bitch, please. Eu no meu tempo fazia uma piscina debaixo de água. Challenge accepted. Ao fim da primeira piscina achei que algo errado se passava. Os meus braços começaram a não aceitar bem a ideia de se manterem em movimento constante. Comecei a pensar que o público presente reparava em mim, e fiz mais um esforço para me manter no ritmo.

Acabada a segunda piscina, comecei com bruços. Era o começavas. Seis metros. Seis míseros metros foram as minhas braçadas. Deixei-me ir ao fundo, enquanto imaginava a vergonha e os olhares da “audiência”. O professor chamou-me com um sorriso indecifrável. «Já não pratica desporto desde quando?» «Demasiado», foi a minha resposta.

Não tenho liberdade. Foi-me imposto o nível 1. Menos mal pensava eu. Até ver que o nível um eram os cotas do nalguedo. E uma senhora com obesidade mórbida. «É para melhorar a sua coordenação. E a condição física. Daqui por 3 meses voltamos a testar» Va a fare in culo, farabutto!! 

A minha próxima aula é paredes meias com a das crianças. Como nos casamentos. Com os adultos ao lado. Livres.