Commitments

beards

De quando em vez, sou assolado por umas vontades em me perder em pequenos projectos. Daqueles desinteressantes para o resto do mundo mas que a mim me ocupam o tempo, me fazem andar constantemente chateado e a chatear com isso os poucos que me rodeiam. Tem sido o caso da minha barba de lenhador. Está de volta e em grande. Literalmente.

Azar dos azares, a minha barba tem também sido um daqueles poucos projectos que ali em cima referi, e a que me estou a dedicar com mais afinco. O que acaba por ser estranho. Eu sou um daqueles clichés de gajo que tem n compromissos consigo próprio. Que tem montes de ideias começadas mas que raramente consegue terminar uma. Tirando sexo. Aí faço sempre questão que todas as pessoas envolvidas consigam chegar ao fim.

O que me leva à questão primordial deste fim de semana. Fui a um jantar de bloggers anónimos. E levei-a comigo. A minha barba. É um compromisso com um mês, e que tenciono levar até onde me deixarem. Ou até passar a ser confundido com o Barbas na Luz. Isto pode ter comprometido severamente a opinião com que estes Deuses e Deusas da Blogosfera possam ter ficado acerca de mim. Já nem falo do pormenor de ter conseguido sair da minha caverna alegórica onde todos os meus fantasmas me conhecem. Mas a barba, por Toutatis, a barba!!

Prezado, Alexandra a Grande, Pólo Norte, Xuxi, São João, Mámen, por favor, dêem-me outra oportunidade. A minha barba compreende se não a aceitarem de volta. Não criou expectativas. Já eu, gostei tanto que vos peço uma nova oportunidade.

“What we do in life echoes in eternity”

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Eu disse-lhe que não seria a melhor das ideias. Que uma mulher madura quando anui a entrar em casa de um solteirão de 30 e muitos anos, não vai exactamente com o intuito de visionar pela enésima vez o “Gladiador”. Por mais perfeitos que sejam os pixeis do Blu-ray, na tua Smart TV Full HD, por mais docinhas que estejam as pipocas do Pingo Doce. Ela não sabe que já não entra uma mulher solteira em tua casa, desde que pagaste pela entrada da última. Não, a tua mãe não conta, por muito boa que seja a sopa de espinafres dela. E sim, as sopas da Dona Inês são mesmo boas, que já provei.

Ainda tenho alguma dificuldade em acreditar que te tenhas metido com ela no Leroy Merlin, ali, entre o Lambrim e o Pladur. Falaram e foram juntos até à caixa. Acreditando nisso, torna-se real e credível, a possibilidade de um final feliz para todos os solteirões acima dos 35, e que revelam um fantástico talento para a inaptidão social.

Ainda assim conseguiste foder tudo com o Blu-ray do Gladiador. Acredita em mim. Não é assim que funciona. Trocavas as pipocas por um tinto decente em copos de haste fina e formato largo e arredondado para permitir a “respiração” do vinho. Podes não perceber um caralho do assunto, mas se lhe explicasses isso enquanto o fazias, terias tido melhor sorte. Um som ambiente calmo. Nada de gládios a baterem e multidões sedentas de sangus, aos urros. Até podia ser um Tom Jobim. Não gostamos assim tanto mas fica sempre bem. É claro que a assustaste. Ela foi-se embora pouco depois do filme com a desculpa do trabalho no dia seguinte, e tu ficaste no sofá a acabar as pipocas. Foste tomar banho antes de dormir, e provavelmente acabaste o banho mais uma vez a bater uma sozinho. E pensar que desta vez podias estar acompanhado.

E nem quando já não te consideras um pária socialmente inapto podes dormir na forma.  Aprendi que é muito mais simples concordar com três episódios de enfiada de “Girls“, seguido de um do “Modern Family” parece teres mais sorte, do que com um Gladiador a 1080p. Acabas por achar imensa piada ao génio da Lena Dunham e da sua série, e consegues rir a bandeiras despregadas com as situações em que o Phil e a Claire se metem. No fim consegues conversar e rir sobre as personagens, e ainda tens sorte como bónus. Aprende, meu amigo pária, aprende.

Isto não é um post

É apenas a forma encontrada para mandar a pessoa que me colocou aqui para o raio que a parta. Como se não bastasse lá estar, ninguém votou em mim. O que é perfeitamente normal e atesta da fraca qualidade da prosa que grassa por estas bandas. E sendo que acabo de escrever estas linhas, quando aquela merda acabar e lá constar um único voto na minha pessoa, toda a gente saberá que fui eu a fazê-lo. “Inserir Forever alone meme aqui”.

Já não bastava ter ficado nos últimos lugares aqui, ainda tenho de levar com esta afronta. Deixem lá ganhar um dos 456763 blogues sobre a bimby. E deixem-me em paz. Tinha aqui um post menos mau sobre um novo commitment na minha vida com foto e tudo. Fica para depois.

 

Sumagre

sumagre

É como se tivesse bebido sumagre e toda a sua acidez rebentasse em pleno no meu palato. Custa-me engolir estas merdas. Custa-me ver a facilidade com que elas chegam e caem logo nas graças dos Orcs aqui do departamento. O facto de terem alcunhas como “Sara Brochista” devia ter-me alertado. –Ok malta, até pode ser, eu não a conheço, se calhar até é uma boa aquisição independentemente das opções pessoais-. Diz que sim, diz que é. Ainda não experimentei a performance e também não quero. Mas já a viram a entrar acompanhada nas Suites do Marquês, por isso parece ser bastante proactiva, como se quer por estas bandas.

Numa rápida nota de rodapé, nesta ausência demasiado longa descansei de blogues. Sabe bem. Deviam experimentar. Vesti-me de Pai Natal e fui um sucesso, mesmo tendo usado como cabelo, a peruca que fez sucesso como Layne Staley no último Halloween. Ninguém reparou. Em Seattle também devem existir Pais Natais. Recebi meias. Fiquei apaixonado por aguardente velha com mel e canela que estavam fechadas numa garrafa desde o ano anterior. Isto em frente a uma lareira. Foi amor à primeira vista, sendo que quando me falaram dela, confesso ter torcido o nariz.

 

Ainda gosto de vocês todos, mesmo de ti.