Antes era tudo mais fácil

No meu tempo, com uma viola acústica e quatro acordes, era possível dar-se a volta a uma miúda. Com um par de calças de ganga rasgados nos joelhos, e ligeiramente na nalga esquerda para melhor se ver qualquer coisa, era mais fácil ainda. Quanto mais poída estivesse a T-Shirt do Nevermind, melhores as chances de levarmos uma miúda gira e impressionável para trás do pavilhão para lhe explicar os factos da vida. E de como as abelhinhas eram uma invenção parva dos progenitores com problemas em falarem de secso, e as cegonhas não vinham de lado nenhum e estavam sempre, feitas parvas, empoleiradas nas chaminés algarvias.

A “Glycerine”, dos Bush, estava sempre na playlist. Toda a gente gostava, era fácil de tocar, e a letra decorava-se bem. Com a Estela até inventava a letra que ela nem reparava. Ficavam tão iludidas que eram elas a imaginar os violinos no Chorus.

Hoje em dia, com mais dez quilos, a T-Shirt poida teria de ser um L, essas mesmas calças de ganga rotas dar-me-iam direito a uma moeda atirada na rua com desprezo. Mas as nalgas continuam irrepreensivelmente interessantes. Ainda bem que algumas coisas não mudam. (Rasurado apenas para que não se pense que já faz parte da candidatura a BILF).

50 thoughts on “Antes era tudo mais fácil

  1. “e as cegonhas não vinham de lado nenhum e estavam sempre, feitas parvas, empoleiradas nas chaminés algarvias”

    Boa. 🙂

    Do teu rabo não sei que não conheço e não posso falar, mas vou acreditar que sim, que é jeitoso, e digno de BILF.

    Dos Bush e desta música…adoro. Estive muitas vezes deitada no meu quarto a ouvir isto e a sonhar com homens jeitosos como o gavin. 🙂

    • Obrigado, Filipa. 🙂

      Não eram nenhuns mestres, mas o “Sixteen Stone” era um álbum muito bom.

      A “Comedown” era a minha preferida:

  2. Eu sei o que é uma MILF mas o que é um BILF ? toda a gente sabe menos eu
    : (

    e é verdade.. antigamente com uma viola acústica e quatro acordes os homens (rapazes) tinham o seu encanto. Na verdade o rock star ainda tem grandes poderes no universo feminino, a diferença é a palavra star, ja nao chega só rock. E regra geral quando o homem chega a “star” ele opta pela miuda que é nova de mais para conhecer os nirvana.

    por mim, ja tomei a decisao de noutra vida ser groupie dos Queens of the Stone Age. Aiiiiiii Josh Homme, o que eu te fazia…

    ps: sobre as nalgas, nao comento

    • freeculturelisbon, BILF, supostamente é um Blogger I’d Like to Fuck…go figure. 🙂

      Eishh, gostas the QOTSA? 🙂 Está sempre no meu top 🙂

  3. Ahahaha…Ò pá, confesso que não queria comentar apenas a questão das nalgas, mas atendendo à ramboia que para aqui vai, qualquer coisa que diga vai ser completamente off topic. E assim sendo, calo-me.

    • Anna Blue, nem sei que te diga. Os clientes vêm para os copos e pagam as contas. E têm piada. Se assim não fosse, ia tudo a toque de caixa. 🙂

      E de Bush? Gostavas?

  4. Ando há 2 semanas afastado da blogosfera por motivos profissionais. Mas vim aqui para me curvar perante o Troll. Se não for o próximo BILF, está lá perto.
    O mulherio já andava doido com a escrita, agora com as nalgas isto está o fim da picada…

    Um abraço 🙂

  5. Era a beleza da simplicidade.
    Gajo que era gajo e queria comer gajas tinha que saber tocar a discografia de Nirvana, Bush, AiC e vá, (para as mais retorcidas) Green Day. E aquela dos 4 Non Blondes. E as Dunas.

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