Bullseye

Prometia ser uma daquelas idas normais ao WC. E até foi. O repentino aperto de um último xixi a minutos de começar o filme surgiu como de costume na companhia escolhida. Vi-a desaparecer por entre braços que seguravam sacos de pipocas e Cola-Colas Zero. Achei que também podia emular essa necessidade que duvido ser real e sempre psicológica. Mas fui. E todo o conceito que até então conhecia, no que a urinóis diz respeito, mudou. Não me interpretem mal. Continua a ter o formato do costume, (o urinol). Continuo a ter de abrir os botões das 501 para o por de fora e a jeito, e ainda tenho de apertar o esfíncter logo a seguir à saída das últimas gotas. Sim, se pensarem bem, continua a ser a primeira coisa que o comum dos mortais faz logo a seguir a uma mija.

Mas nunca tinha visto o que a seguir vos mostro, sendo que neste caso as imagens valerão mais do que o relato que aqui pudesse deixar. Sim, tive de fotografar, e sim, pelo menos um tipo viu-me a fazê-lo e arranjou um história para contar aos amigos. O gajo que fotografa urinóis nas casas de banho dos cinemas.

Sim, tentei resistir à tentação de fazer pontaria, mas foi mais forte. Sim, aquilo é uma mosca colada. E sim, sou como todos os outros.

13 thoughts on “Bullseye

    • Já tinha visto em Londres uns com umas miúdas giras a espreitar por cima do urinol. Já esse, e ainda que não tendo nada de que me envergonhar, constrange um bocadinho.
      É o pudico em mim. 🙂

    • Sol, tentando apenas ser pragmático e não outra coisa qualquer, quer-me parecer que vocês terão bastante mais dificuldades em fazer pontaria. :p

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