Caroline

Se te consegues lembrar da primeira música que sacaste das internetes, esta amostra de post é para ti. Se ainda te identificas com essa mesma música, ou se, de certa forma, ainda achas que ela te define, tanto melhor.

Eu lembro-me perfeitamente. Com aquele ruído ensurdecedor característico dos modems 56k, lá estava eu com o napster acabadinho de instalar, a escrever uma pequena lista de músicas que de alguma forma atenuavam o sentimento de vazio, na minha atormentada alma gótica de então. Tinha ouvido esta música numa cassete que esta jovem me havia emprestado. Gostei tanto que será provavelmente das bandas que mais CD’s originais me levaram a comprar. O tempo encarregou-se de quase me fazer esquecer isto, e o mais estranho é que só me lembrei da música porque me apareceu nas sugestões do Youtube. Não acredito que o Universo me esteja a querer dizer alguma coisa. Ao ouvir isto hoje, dir-se-ia que com o tempo o mundo perdeu um metaleiro bonzinho e lamechas, mas ainda não sabe muito bem o que ganhou.

Se tiverem coragem e se lembrarem, coloquem aqui a música. Assim rimo-nos todos uns dos outros e ninguém fica envergonhado.

11 thoughts on “Caroline

  1. Só para veres, a primeira música que saquei, foi da rádio e através de um gravador de bobines de 4 pistas. Que tal, hein? Um autêntico dinossauro, não achas?
    Quanto à música em si, não me lembro bem de qual terá sido, mas de certeza que continuo a identificar-me com ela, porque sou uma pessoa muito coerente.

    • Touché, Vic. 🙂
      Nem me lembrei das experiências de esperar pelo momento certo em que o locutor se calava e carregava no play para gravar “U cant touch this”, do MC Hammer. Mas como vês foi uma omissão premeditada, tendo em conta a música. 🙂

  2. Lembro-me de ficar acordada a espera do programa de radio preferido para gravar musicas. Lembro-me da primeira vez que ouvi uma musica da que se tornaria a minha banda favorita por muito tempo : Baphomets Throne de Samael.
    Perdi contacto com esse tipo de musica porque mudancas de vida trouxeram amigos, namorados, marido que nao gostam. Ha pouco tempo, no Spotify, resolvi ouvir o que a banda tem feito. Viciei-me outra vez. O meu gosto nao mudou. Agora aproveito o trabalho e a conducao e estar sozinha em casa para ouvir o que gosto. E ando muito mais bem disposta 🙂

    • De Samael, lembro-me de ouvir bastante o “Eternal”, tinha lá uma faixa, “The Cross”, que andava sempre a ouvir. Boa malha.

      Eu continuo a ouvir de tudo, ainda que menos, O que me chateia é “esquecer-me” o quanto me agradava ouvir determinada banda. Mas todas as mudanças de vida que referes fazem isso mesmo acontecer.

      Bem-vinda, uma parte de mim. 🙂

    • Também tive uma fase Korn, ali entre Helmet e Silverchair. O Heavy Metal chegou logo a seguir. Andava sempre a ouvir a “Freak on a Leash”. 🙂

      A questão que se coloca é: usavas Napster? Quando ele morreu, a minha vida de violador de copyrights também. Logo a seguir comecei a trabalhar e a conseguir comprar as cenas. 🙂

      • Eu comprei 90% dos meus 360 cds entre 95 e 2000, portanto comprava basicamente tudo dessa altura. Sacava apenas coisas que ainda não tinham saído ou não conseguia encontrar cá. Recebia a mesada e não gastava um cêntimo que não fosse me cds, a mesma coisa com o dinheiro dos anos e do natal.
        E sim, usava o Napster claro 🙂 No fim do Napster saiu um clone qualquer, agora não me lembro do nome, e penso que até era mais rápido e tinha mais coisas…

  3. A música específica não sei, mas foi qualquer coisa de Rammstein, lá pelos idos de 2001. Nos PC’s da universidade, que em casa não havia limites de downloads nem para ver a porra de um vídeo, quanto mais para sacar músicas…

      • Também tive modem 56K em casa, por uns breves meses… Ligar aquilo lá pela 1 da manhã para ver os mails à socapa ( para evitar o “então, estás a estudar para o exame ou estás na Internet?”), tentando não acordar o resto da casa era lixado.

        Mas fui vítima prolongada da política de limites de downloads de 100MB internacionais da Netcabo, grandes fdp’s… Valiam-me as happy hours, um pouco mais tarde, que me permitiam pôr o DC++ a bombar durante a madrugada. E punha o despertador para as 8h (creio eu) para desligar aquilo, senão era o descalabro.

        [velho resmungão mode on]
        A canalha hoje não dá valor… 😀

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