Delimitando territórios desde a década de 70

Acordei hoje com ela assim. Virada para o céu como se quer. Pelo menos quer-se assim quando vamos ter sorte com alguma coisa, alguns minutos depois, e com bastante foreplay pelo meio. Para mijar não. O tesão do mijo faz-me sofrer horrores. Eu sei, parece uma incoerência do caraças. Os homens sabem do que estou a falar. Tu não, frodo. Vai morrer longe. Estava a falar de homens. Só nós é que sabemos o que é sofrer para não encher de pingos e pinguinhas os tampos das sanitas e às vezes, o chão imaculado em redor. Terrível, terrível I tell you.

“Durante o sono, os meninos ficam com a bexiga cheia e sofrem uma pressão na próstata que provoca erecção. (A minha erecção há-de ter sempre dois C, só para que se saiba, que hoje não estou para brincadeiras). Damn. Fui aprofundar os conhecimentos que julgava ter para explicar o fenómeno. Saí maravilhado do google.

“O pénis possui dois canais, um para a urina e outro para o esperma. Quando o pénis fica erecto, ele fecha o canal da urina e abre o canal do esperma. Quanto o pénis fica flácido, ele faz o contrário, liberta o canal da urina e trava o canal do esperma.”. E pronto. O consultório do Dr. Sasquatch já pode fechar de vez, certificando-se assim o próprio de que ninguém cá volta a pôr os pés.  A palavra pénis três vezes no mesmo parágrafo. Três pénis ao mesmo tempo não é para todos. Afinal foram 5.

Não, não somos uns vulcões na cama só porque acordamos com ele assim acordado para a vida. (Quer dizer, eu até sou, mas isso não interessa para o raciocínio que se quer sério). 

“Todos os homens que não apresentem nenhum tipo de disfunção eréctil têm cerca de três a cinco erecções por noite”. Poderá isto ser considerado desperdício? Digam de vossa justiça. Podem considerar três a cinco foreplays por noite.

Numa nota à parte, mas relacionada com a temática, tenho-vos a dizer que a wikipédia é uma maluca, e tem uma opinião muito própria para resolver os problemas da Polução noturna. Isso mesmo, frodo, a última frase é-te dedicada.

Pénis. 6.

24 thoughts on “Delimitando territórios desde a década de 70

  1. tesão do mijo é uma expressão fantástica, especialmente quando não literal e usada para qualificar gente que se está a armar aos cucos x) quanto à versão literal – de facto, não posso imaginar o que seja, mas lamento pelas dores.

    e sim – total desperdício as 3 a 5 não aproveitadas. tanta gente a seco e vocês a esbanjar 😛

  2. percebo alguma coisa de pénis, percebo alguma coisa de tesão, percebo alguma coisa de mijo (mas juntando isto tudo não percebo nada…só me consigo lembrar de “pissing” e também não percebo nada disso e ainda bem)

    • Eu também acho que percebo do assunto, dado que ando sempre com um agarrado.
      Do tesão toda a gente percebe e já teve. Wait. E os eunucos?
      Mas às vezes ainda consigo ficar maravilhado com a sua forma de estar nas situações mais inusitadas. 🙂

    • Alexandra, não acredito ter sido diferente dos outros bebés macho. Acredito ter andado com ela no ar a fazer um xixi daqueles bons como os outros. 🙂

      Obrigado. E sim, sou eu e os trapos. 🙂

  3. O que se aprende neste blog! havias de ter aí pelas 10 da noite uma conversa de uma hora sobre a pdi e as suas dolorosas consequências com a minha vizinha Etelvina que não tem na parte de cima sai ao pai, até no buço, e havias de ver se conseguias ter sonhos eróticos!
    Portanto, será esta uma provável solução para o problema (?) das poluções nocturnas

    P.S – Eh pá, vê lá se afinas o ponto de mira. Olha que elas não apreciam nada as pingas na tampa da sanita!

    • Sempre ao serviço da comunidade, VdeAlmeida 🙂
      Eu às 10 da noite até não me importava de ir ter com a minha vizinha. Até podia ter um buço à Burt Reynolds e tudo. O marido dela é que se calhar não ia achar grande piada.

      Eu até me esforço, acredita. Já quebrei uma das leis elementares de gajo e comecei a mijar sentado. É verdade. O horror.

  4. Obviamente, o wordpress não é meu amigo – isto parece uma guerra blogger vs wordpress – e a resposta saiu truncada. É : “a minha vizinha Etelvina que na parte de cima sai ao pai, e na parte de baixo não sei a quem sai porque nunca vi nada”.

  5. De certeza que nunca viste as partes baixas da Etelvina? Nem um bocadinho?.
    Por outro lado, a julgar pelo buço de cima, ainda te perdias no buço de baixo. 🙂
    Elas existem.

    • Bem, agora está na moda a depilação à brasileira (só podia ser invenção brasuca), não sei se a Etelvina é fã, mas não acredito.
      Seja como fôr, não estou muito interessado em explorar tais locais. Não sou muito dado a aventurar-me em lugares ignotos 🙂

  6. Temo bem que este blog esteja a levar um rumo que te poderá pôr algures entre os guionistas tugas – que espalham o belo do “foda-se” quinhentas vezes num diálogo de cama – e o José Rodrigues dos Santos – que se sai com aquele “vou fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas” no Codex Coiso. Não li, hein? Disseram-me.

    • Bluesy 🙂
      Um foda-se bem aplicado, dá um ênfase que uma virgula às vezes não consegue dar.
      Eu nem sabia que a sopa de peixe levava leite. Mas nunca escreveria uma frase dessas, porque de mim e de leite, sairia uma coisa mais Henry Miller. 🙂
      Mas foi um elogio, não foi?

  7. Se a promessa fossem realmente 3 a 5 foreplays por noite, 1 ou 2 até podiam ser sem tesão que eu não me importava.
    1 foreplay decente vale muitas vezes mais que a ter bem de pé. Só digo o que todas devem pensar e não dizem. 🙂
    Adorei o post. Divertido, inteligente, e sem papas na língua 🙂

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