Forever failure

Estou para aqui a ouvir a “Forever Failure”, num Best Of de Paradise Lost.  Já saiu em 2011 cheio das músicas boas deles, mas tudo remasterizado. Não me consigo lembrar em que altura da vida terei deixado de ouvir heavy metal até os meus timpanos sangrarem. É um disfemismo fajuto mas eu ouvia aquilo 24/7. Ou quase. De quando em vez bate uma saudade daquelas e volto a sangrar dos ouvidos.

É mais uma manhã de chuva como têm sido todas as manhãs por aqui. Reparo nisso não porque insista estupidamente em não andar de chapéu de chuva atrás, mas porque ando a comer muitos bolos. O mau tempo faz-me fome e viro-me sempre para os pobres dos bolos. Meço a quantidade de pluviosidade em redor pelo rácio de Jesuítas, Bolas de Berlim, e Rosas que como. Sim o nome é Rosa. Já estou para aqui a salivar. Uma massa folhada fofinha dobrada para dentro em quatro com um creme de pasteleiro do melhor que há. Não sei se existe em outro lado, é provável mas nunca vi. Em frente aos chulos da SPA, na Gonçalves Crespo, fica a pastelaria Mátria. Ide. Ide e perguntai pela doce Rosa. Garanto-vos que não vai aparecer uma cozinheira cabo verdiana. É mesmo um bolo.

A minha amiga hérnia anda a dar sinal de vida novamente. Tenho a perna direita dormente mais vezes do que gostaria. Ando a adiar uma ida ao neurocirurgião. Vai dizer-me o que já sei, que ir à faca é imperativo e quanto antes melhor. Vou empurrando com a barriga. Com a quantidade de bolos semanal que enfardo, mais cedo ou mais tarde este ditado vai ser mesmo uma realidade.

Que querem que vos diga? Para mim um blog também é isto. Vir para aqui falar de merdas que me interessam a mim e a mais ninguém. Se queriam ver aqui opiniões pessoais acerca das merdas que se vão passando por aí, não vão ter. Se queriam aqui odes às Mulheres deste mundo, não vão ter. Se me lêem com atenção, verão que setenta por cento do meu blogue já é por si só uma continua hommage às donne. 

 

 

 

 

13 thoughts on “Forever failure

    • Fiona, esta Rosa é um docinho. Não conheço ninguém que lá tenha ido e não ficou a gostar. 🙂
      No fundo, no fundo, eu sou um conjunto de clichés ambulante. 🙂

  1. Eh pá, falhou-me aquele post ali em baixo com as índias. Parabéns! Dois dos “homes” da minha vida também fazem anos nesse dia. Só por isso vejo que és um gajo porreiro. Quanto às costas: ozonoterapia não poderá ser uma opção à operação?

    • Anna Blue, verdade. Sou um gajo porreiro. 🙂
      Fiquei curioso com a ozonoterapia. Já estive a ler umas coisas e vou ler ainda mais.
      Obrigado pela dica.

  2. Convivo com quem a fez. Foi a alternativa à operação, num caso em que não era grave o suficiente para operação mas limitativo que baste para impedir uma vida normal. Ainda não está completamente recuperado ( fez a ozonoterapia à 6 meses) mas segundo o médico já pode recomeçar com algumas atividades que antes lhe estavam vedadas. Mas há uma coisa: é essencial estar saudável (leia-se magro), por isso cuidado com a D. Rosa. Se quiseres mais informações, diz.

  3. Sou a favor do regresso do ‘métal’ até os ouvidos sangrarem. Mas não com Paradise Lost, que isso não faz sangrar muito… Recomendo antes algo do género de Filii Nigrantium Infernalium. Para fazer uma sangria a alguns dos nossos demónios não há melhor.
    Até a hérnia foge.

    (Doce Rosa… isso tem alguma coisa a ver com a pastelaria de Braga que tem só das melhores natas do mundo?)

    • Engeleine, por norma quando quero fazer uma sangria dessas ouço Amon Amarth. Só pelos blast beats. 🙂
      Nunca consegui ser o melhor dos fãs de Black Metal. Eu era um metaleiro docinho. Cá dentro, Desire e Heavenwood faziam mais o meu género. E Moonspell claro. 🙂

      De Braga, assim de repente, só me lembro das cavacas. Bem boas. 🙂

      • Tá bem, com Amarth e Moonspell já te safas bastante bem. É preciso um som mais ‘das entranhas’ de vez em quando para manter a sanidade mental. Falo por mim.
        Ainda que por vezes também tenha os meus momentos My Dying Bride. Desire é que já não.

        Quando fores a Braga toma nota do nome da pastelaria, então. “Doce Rosa”. Fica na saída para o Porto e tem umas natas que deusmalibre.

        • Ah, como falaste nos Filli Nigrantium Infernalium, pensei que só valia portugueses. -_-
          My Dying Bride eram, A Banda. Depois fui refinando a coisa, e acabei em Amorphis, Katatonia e Opeth. A haver um top 3, que nestas coisas é sempre relativo, são estes.

          Doce Rosa, check. 🙂

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