Fossem todos para o cesto da gávea

Não me apercebi de nenhum membro da classe politica ao meu lado no trajecto de hoje. Se os havia, estavam com as mesmas caras enfadadas que todos os meus companheiros de passeio forçado. Mas duvido que os houvesse, ou que, de todo, utilizem o metro como meio de transporte. Aos sindicalistas, assiste-lhes o direito, mas os supostos visados pela greve, riem-se ao passar na Avenida da República nos seus Classe A.

De positivo, e da minha parte, ficam os 25 minutos de marcha. Suado mas com menos algumas calorias, chego atrasado ao trabalho e ainda assim sou dos primeiros. Toda a gente usa a desculpa da greve, sendo que acredito ser o único que efectivamente andou quilómetros para cá chegar.

Bem vistas as coisas, devia agradecer aos senhores do Metro. Olham pela minha saúde e obrigam-me ao exercício físico que, sabe Deus, me tem faltado. Quando andava em ginásios, aplicava-me bastante. Ganhava bastante massa muscular e tinha a oportunidade de ver mulheres. Agora ganho bastante menos massa muscular mas continuo a ter a possibilidade de olhar para as mulheres. Quando vou de metro estou normalmente ocupado a tentar perceber se o tipo que fez All In, tem realmente um Ás para o Flush.

Mas os ginásios nunca foram para mim. Quando tinha dezoito anos decidi que ia praticar Culturismo. E fui. Ao fim de seis meses, e tirando bíceps e torso razoavelmente tonificados, pouco mudou. Perdia demasiado tempo a ver as aulas de aeróbica na sala ao lado. Achei que aquilo não era para mim e desisti. Fiquei com saudades das aulas de aeróbica na sala ao lado.

Por volta de 2006/2007, era possível avistarem-me num ginásio da Margem Sul. Cheguei a perder a cabeça e a fazer aulas de Body Combat com um entusiasmo que chegava a ser louvado pela professora brasileira que, mesmo com meses de gravidez que fariam qualquer outra ter mais calma, dava uma abada ao melhor de nós. Tinham sempre uma banda sonora estranha que fazia os meus ouvidos vomitarem durante dias, mas a verdade é que nunca mais estive em melhor forma física que nesses anos. A má escolha de música levou a melhor e desisti. Isso e os pingos de suor que a anafada da frente me mandava sempre para a cara. Descobri agora no Youtube que a música que se continua a escolher mantém-se estranha.

Não sei se agradeça aos senhores do Metro ou não.

 

 

7 thoughts on “Fossem todos para o cesto da gávea

  1. Chegar tarde e ainda ser dos primeiros. Se calhar trabalhamos para o mesmo patrão. Aqui sofrem bastante desse “mal”. 🙂

    Fazer ginásio para andar a ver gajas é tão coisa de homem. :p

  2. Ir ao ginásio para ver mulheres… A sério? Os homens fazem isso? ;p
    Bem, agradeceres ao Metro, só se, depois dessa experiência de 25 minutos de marcha, tomaste a iniciativa de repetir o feito todos os dias, a partir de agora, quer haja greve quer não haja. Aí sim, voltavas a ficar igual aos tempos de ginásio… 🙂

    • Mam’Zelle M, parabéns pela coragem em entrares no site, mesmo com os avisos do google. 🙂
      Hackearam-me a conta. Estão a usar o site para diariamente enviarem centenas de msg’s spam. Acham que as visitas justificam.
      Estou a ter alguma dificuldade em resolver o assunto, sendo que não percebo nada destas coisas.

      De ver mulheres em ginásios já percebi em tempos. Agora fico-me pelos dias de greve. -_-
      Toda a gente olha para toda a gente.

  3. É pá, eu sou uma miúda destemida, Troll! Também não percebo nada disso (como já deves ter reparado, lá pelo meu blogue), por isso mesmo não tenho medo de nada! 😀

    Já agora, o casebre da Mam’Zelle tem saudadinhas tuas e dos teus comentários sempre construtivos 😉
    Espero que não ficaste inibido, depois daquela minha resposta àquele teu comentário. Eu sou assim, meio bruta (sempre na brincadeira, diga-se), mas nunca chego a morder ;p

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.