Gossip

A C. foi ao ginecologista para uma consulta. A M. e a A. arranjaram logo mexerico para o resto da semana porque a C. é solteira e não lhe conhecem namorado. Como se fosse condição sine qua non, falar no trabalho sobre os teúdos e manteúdos. (Desde a Tieta do Agreste que sonho um dia poder colocar estes adjectivos num texto). Acham que engravidou. Eu não a vi almariada e está mesmo à minha frente. As mamas delas continuam ratíquicas como sempre. Não tendo nada contra mamas pequenas, (aliás, sempre fui apologista de que maiores que as minhas mãos é desperdício), haviam de ver as dela. Como nunca me lembro de outras análises físicas para aferir do estado prenhe de uma gaja, fico na dúvida. Não almoço com ela, por isso não sei se começou a comer coisas estranhas e a pedinchar iogurte de banana com peixe frito em redução de vinho tinto. Nem sei como é que alguém a quereria engravidar, ainda que por deslize. Trust me.

Temos coleguinhas novas no departamento. Bem haja, empresa, pelo maná de lol’s que a presença delas trás aqui ao espaço. De uma já tinha falado aqui. Juntas são imbatíveis no que a motivos de gozo diz respeito. Ainda a semana passada falavam sobre depilação à brasileira e onde se consegue fazer bem, e barato. (A esta altura confesso que fiquei com medo, quis-me parecer que a C. estava a tirar notas). Uma diz que dói, a outra que não tanto como a de um preto. Eu sei, eu sei, é demasiada informação que claramente deveria ser sido verbalizada com menos decibéis. E nunca chegarei a saber se fazia a chalaça fácil do tamanho ou se falava a sério.

Não sei até que ponto parecerá decente da minha parte, fingir um aparente transtorno por estar a ouvir estas conversas, quando na realidade me dão um gozo tremendo, e em havendo vontade da vossa parte, postarei pois, sempre que tal se justifique, as aventuras aka mexericos que por aqui agora abundam. Caguei. Este blog é meu e vosso, mas no fim sou eu o director editorial. E se me criticarem, posto sobre gays em elevadores. Mas juro que só como última cartada.

22 thoughts on “Gossip

  1. Pois, para o Gossip não há como as mulheres, mas olha que eu trabalho só com homens, e deixa que te diga que vocês também gostam bem de comentar a realidade alheia, e até o fazem muito bem!!

    • Gija, eu não disse o contrário. Mas nesta pequena novela, as actrizes são duas miúdas. Se fossem dois gajos tinha contado na mesma. 🙂

  2. Já vais tarde na dos gays em elevadores. 🙂

    Mas se é para escreveres textos como este, estás à vontade.
    Toda a gente gosta de um bom gossip. Mesmo os que dizem que não gostam.

    Depilação à brasileira doí, digam essas coleguinhas o que disserem. Da comparação com a do preto não faço ideia. 🙂

    • Fiona, confesso que não é um tema que aborde com frequência. Gosto de ver, tactear até, mas de depilação à brasileira, confesso que o conhecimento de causa fica por aí. 🙂

  3. não sei com que tipo de pessoas trabalhas, mas devem ser um bocado limitadas se acham que só se vai ao/à ginecologista por causa de gravidezes.
    se calhar nunca ouviram falar de consultas de rotina e de cancro do colo do útero e cancro da mama e tantas outras coisas que infelizmente só são causas de morte das mulheres precisamente por causa dessa desinformação, pois têm cura quando detectadas atempadamente.

  4. As tuas colegas M. e a A não tem consciencia nenhuma das coisas, o ginecologista é um medico como outro qualquer, ao qual se deve ir pelo menos uma vez por ano (para quem não tem problemas a assinalar), é por situaçoes de ignorancia dessas que as pessoas detectam infecçoes comuns , e coisas do genero tardiamente , que nao sao graves mas que devem ser tratadas antecipadamente antes que tomem proporçoes maiores.
    E nem estou a falar do rastreio de doenças graves.

    ps: Muitos médicos aconselham a primeira visita ao ginecologista quando aparece a primeira menstruaçao das meninas.

    Aproveita a onda de gossip para ensinar ás tuas colegas como elas devem tratar a sua saude intima.

    • freeculturelisbon, não sei até que ponto me ficaria bem, ir tem com as novas colegas de trabalho, e tentar explicar-lhes como devem tratar essa oferta dos deuses que é a patareca.
      Creio que elas saberão isso tudo. Se não souberem, não sou eu que lhe vou dizer. Posso ser mal interpretado. São giras q.b. e tal, mas da zona que depilam à brasileira, não quero eu nada.

    • Não posso Mak. Tem de ser assim a conta gotas. Se insisto nisto, arrisco-e a que o blog comece a morder os calcanhares às noites da TVI.

      A Tieta é incontornável nos mancebos que no início dos anos 90, tinham as hormonas aos saltos. A Tieta e a Gina.

    • ml, o wordpress não nos quer juntos outra vez. Já não consigo comentar no teu blog sei lá desde quando. 🙁

      Novelas de escocesas com dinossauros? Assim de repente só a novela do Lago Ness.

    • Maya, a C é praticamente surda do ouvido esquerdo. É daquelas pessoas que ao telefone fala demasiado alto. Creio que para se ouvir a si própria, não sei bem.

      Foi uma sorte não terem ouvido “ginecologista âs 14:00h” no rés do chão. 🙂

  5. Os mexericos das colegas de trabalho dão sempre para rir um bocado.
    Um dia sobre a depilação, outro sobre a C. que foi ao ginecologista, quando dás por ti sabes, ou pensas saber, a vida delas todas 🙂

    • CP, mas eu não queria. É um facto que fiquei a saber onde é que fica mais barato aqui na zona, uma depilação à brasileira, mas não é informação assim tão útil para um gajo.
      Não posso exactamente chegar ao pé dos gajos e debitar essa informação. Corro o risco que ser afastado do grupo. 🙂

  6. se calhar é informação a mais para processar, de qualquer forma, acho que a malta toda está à espera para saber se a gaja está prenha ou não, há que resolver o mistério. hehe

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