Hysterical Literature

Estava a adorar ler a entrevista ao autor, Clayton Cubitt, a mente por trás deste projecto e de todo o conceito, até ao ponto em que, confrontado com a hipótese de fazer o mesmo projecto com leitores masculinos, o mesmo refere a dada altura que “I don’t think men have quite the same sensual relationship to the written word as women do”.  Não concordo minimamente. Não se consegue ter essa relação com toda a literatura. Não é assim tão linear. Nessa mesma dinâmica, lembro-me perfeitamente de estar a ler o “Sexus” do Henry Miller como quem estava a ler “a Bola”, e estar deliciado a ler os pensamentos do Sal Paradise em relação à Marylou no “On the Road” do Kerouac. Também se poderá dar o caso de ser eu a não estar a perceber exactamente a “sensual relationship to the written word” e estar aqui a mover-me em areias movediças.

O projecto video foi acusado de ser demasiado sexista. É uma opinião. Não a partilho. É um hino ao orgasmo. É um hino à literatura. O sexo também é arte.

Mas não me alongo mais. Uma das entrevistas podem ler aqui. Tal como se quer num bom orgasmo, demorei um bocado a chegar lá, aos videos. Mas cheguei e foi bom. Como num orgasmo. Dos excertos de livros disponíveis à escolha nos videos, coloco aqui o meu preferido:  o “American Psycho”  do Bret Easton Ellis.

One thought on “Hysterical Literature

  1. Não conhecia e achei o máximo. A mim quer-me parecer que também está ali alguma vontade em chocar. Em mexer com tabus. Se tivesse sido em Portugal, algumas facções mais puritanas (e tacanhas), teriam achado um sacrilégio. Whitman é o meu preferido. 🙂

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