It’s my party, and I’ll cry if I want to

Nunca soube a fórmula certa para se dar uma festa de sucesso em casa, daquelas de arromba de que se fala durante os meses seguintes, à filme teenager americano, com barris de cerveja, beer pongs e miúdas giras em bikini. Isto porque nunca dei uma festa em casa dos meus pais em miúdo. Sempre quis mas nunca tive coragem. Lembro-me de os meus pais saírem de casa com alguma frequência, para fazerem coisas de pais que não queriam que os filhos ouvissem, e até ficava sozinho de uma dia para o outro, sendo que o meu irmão, mais velho, já não morava lá em casa. Não ousava sequer imaginar um magano a vomitar as carpetes, ou podre de bêbado, atracado à perna de um sofá a fazer o sexo, ou a descer a escadaria na gaveta de uma cómoda. Um casalinho apanhado em flagrante em cima das imaculadas cobertas lá de casa a lambuzar, isso então, era inimaginável.

Já adulto e a dar festas em casa própria, esse encanto das festas camones desvaneceu-se por completo. Agora é copos de bom vinho tinto com base para não sujar o aparador, conversas em torno do fogão, de como vai a vida e o Benfica e o trabalho e tal, enquanto se termina a entrada de revuelto de setas. Um ou outro puto traquina a espalhar brinquedos, porque agora os há em barda, e uma playlist com som ambiente cool a bombar na soundbar, (inserir aqui patrocínio Spotify). A festa termina quando os putos começam a ficar rabugentos do sono, e quando te apercebes que o quinto copo começa a bater. A conversa estava boa mas não houve beer pong. E vais para a caminha com a miúda. Que ainda é gira como sempre, mas que não é a desconhecida que nem imaginas como conseguiste engatar.

Em baixo, exemplos de festas fixes, com música ainda melhor a acompanhar.

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