Lembrar-me-ei de ti quando quinares…

Sou uma besta. Facto incontornável.

Tivesse eu a facilidade em fazer amigos como evacuo, e teria mais amigos do a Lady Gaga no facebook. Mas não. O Sasquatch que existe em mim torna-me um perfeito anti-social. Os anos passam e vou deixando cair os poucos amigos que fiz. Não faço uso das tecnologias para dizer -Olá!, por isso não tenho desculpa.

Recentemente ganhei coragem e telefonei ao gajo que considerei o meu melhor amigo durante anos. Crescemos juntos, brincamos às bandas durante anos, e quando me mudei para Lisboa, ele teve o bom senso de continuar a “brincar” às bandas. Estive com ele da última vez que voltei ao Porto.

Sendo que era o único com genuíno talento, em boa hora o fez. Tocam que se fartam. Consegui estar mais de 2 anos sem falar com ele. Ainda assim a dada altura diz-me que tem saudades das nossas conversas, de mandarmos umas caralhadas juntos.

Não. Isto não é um exercício Alexandre O Grande/ Hephaestion. Nem tão pouco Brokeback Mountain. É o constatar que sou uma besta. E que até consigo fazer amigos. Mantê-los é que está quieto.

6 thoughts on “Lembrar-me-ei de ti quando quinares…

  1. Não era suposto parecer um exercício de autocomiseração. No dia em que isso acontecer vou ali cortar os pulsos e não volto.

    Foi mais um note to self…Um clichê de “a mudar em 2012” 🙂
    Mas sim, sou um bocado besta. Mas isso somos todos. Uns mais que outros.

  2. Claro que não du, e tenho noção disso.

    O gostar de mim é que é mais complicado. Tem dias. Mas por norma até me considero uma besta acessível. 🙂

  3. O conceito de amigo é cada vez mais banalizado. O ser sociável é a nova tendência e categoriza-se com a palavra amigo todos os que aparecem e desaparecem pela frente. Talvez as redes sociais tenham a sua quota de culpa nisto. Talvez não.
    O tempo passa, mudamos e há amizades que ainda resistem a tudo isso. Seja a distância, a mudança, a falta de contacto… Fica a sensação de que nem tudo é assim tão efémero como parece ser. E é agradável, mesmo que seja apenas 1 ou 2 no meio de 100 pessoas que já fizeram parte. Ainda a semana passada fui contactada por duas colegas do secundário. Uma já casada com um filhote, a outra solteira. Foi bom saber novidades e rir como se voltasse anos atrás. E acrescento que tens um amigo muito talentoso! 😉

  4. Obrigado, Faint.
    Mas de facto, o conceito de amigo para as novas gerações, não tem de todo o significado que tem para nós. Pelo menos os que fomos crescendo antes das redes sociais. 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.