Nem todos os santos ajudaram

E eu até lhes pedi ajuda. Disse-lhes que se me ajudassem, passaria em Fátima e acenderia uma vela a um qualquer santo. E até passei. Mas ao longe e pela nacional, que isto está mau para todos. Digo sempre que é a última vez que viajo pela nacional 1. Os constantes pára arranca dão-me cabo dos nervos. Acaba por ser sempre a última vez. Até à próxima viagem para terras do Norte. Houve apenas direito a paragem técnica para um xixi e umas Vimeiro com gás. O meu último vício. Um dos que não me vou importar de manter.

É um facto que se vos escrevo estas palavras, sobrevivi a três semanas a trabalhar sozinho. Vieram de seguida quinze dias de férias com tolerância praticamente zero a novas tecnologias. Soube bem. O descanso acabou por não ser tanto quanto o pretendido, mas deu para emular o Rip Van Winkle durante algumas manhãs. Na barba e tudo. Deve ter sido um recorde. Barba de quinze dias. Mas não posso dar-me ao luxo de entrar aqui a parecer um soldado de Allah à procura da sua Jihad privada, por isso já se foi e não houve fotografias para comprovar. Faltará aqui uma daquelas fotografias da moda, com os pés em destaque e uma piscina como fundo. Até sou um gajo que corta as unhas dos pés, mas penso que me perdoarão, a ausência de uns pés wannabe hobbit, ainda que de unhas limpas e cortadas.

Isto de blogar, comigo, foi ao contrário. Primeiro entranhou-se, e depois estranhou-se. Gostava de tentar recuperar a primeira sensação, mas não será fácil. Este não é um daqueles posts programados, acho que estou de volta.

12 thoughts on “Nem todos os santos ajudaram

  1. Programar é que está a dar, porque a inspiração não escolhe horas e um tipo não é de ferro. Tirando se fores o Fernando Pessoa sentado na brasileira. E mesmo assim, provavelmente também não és de ferro, mas sim de outra liga mais simpática 😉

    • Mak, vivo rodeado de programadores, e tirando um que tem uma Les Paul e ouve Dream Theater, nenhum se aproveita. Antes desinspirado. 🙂
      Uns dias sinto-me de titânio, outros deformável como chumbo. Como toda a gente.

  2. Que giro, voltaste mesmo… 🙂
    Agora essa do Vimeiro com gás como último vício ainda me está aqui a remoer na miolheira… Really? Ainda se fosse a Frize sabores até vá que não vá e mesmo assim…
    Bem-regressado!

    • A questão é que eu não vou muito à bola com bebidas gaseificadas, Mam’zelle. Foi a excepção à regra, e estou bastante contente com a decisão. Mesmo sendo algo básico como água. Foi um grande passo para mim. -_-

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