O cotão, o Pavlov, e a certeza de um fim anunciado.

Dou por mim a passar por ele várias vezes. Ignora-me. Segue o seu caminho. De vez em quando sinto-me figurante num filme do Sergio Leone quando por ele passo. Mas raras são as vezes que não o desafio para um duelo com o aspirador. Sou o gatilho mais rápido lá de casa. Acerto sempre.

É mais forte do que eu. A minha Mãe educou-me de tal forma que já é inconsciente o querer apagar aquele bocado de cotão da face da terra. O Behaviorismo era forte lá em casa. Eu sempre fui um jovem Padawan do aspirador. Felizmente nunca me atraiu o lado negro da força.

O cotão é perene. Descobri isso tarde de mais. Até o cão do Pavlov tinha mais sorte. Acabava por comer alguma coisa no fim. Eu limito-me a esperar pelo próximo bocado de cotão.

2 thoughts on “O cotão, o Pavlov, e a certeza de um fim anunciado.

    • Os tapetes são aspirados com mais eficácia do que a Lindsay Lohan faz umas linhas. Já do meu 6º andar o que me apetece às vezes deixar cair são coisas pesadas. Não interessa o quê.
      Mas fico-me pela vontade.

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