Ode aos Frodos deste mundo

Não, Frodo. Reconhecer um erro não é encolher os ombros. Não chega. Ainda por cima ombros de coninhas. Gajo que é gajo tem ombros levantados à homem, foda-se. Ombros querem-se capazes de lhes pendurar uma alça de uma bolsa e a bolsa ai ficar sem cair. Faz-te homem. Reconhecer que se errou a solo, obrigaria no mínimo a que te retractasses perante o director ao invés de uma reacção da tanga. Não é bonito partilhar o mal pelas aldeias, quando o único causador da moléstia foste tu. A culpa nunca morre solteira, não é meu pequeno cabrão?

Estou rodeado de frodos. Sem os pés peludos. Ficam ali pelos cantos a conjurar contra tudo e todos. O Frodo Baggins é um merdas. Só não tem as orelhas pontiagudas. Uns Glasgow kisses resolviam o assunto. Não fosse eu um gajo pacifico e pragmático, onde é que isto já não ia. O Frodo é meu “co-worker”. Como diria o Michael Felgate, «die piggy piggy, die die»

Andam aqui a pular de nenúfar em nenúfar, parece que nunca é nada com eles, primadonnas de merda, e à primeira oportunidade espetam-te uma faca do tamanho da espada do D. Afonso Henriques.

Humores malignos se destilam por aqui. Nada de novo, portanto.

18 thoughts on “Ode aos Frodos deste mundo

  1. oh pá… eu adoro estas coisas que tu escreves.
    aqui há alguns com pés peludos. e pêlos nas orelhas também.
    agora está um à minha frente a atirar uma bolinha anti stress de uma mão para a outra…. e quem está a ficar stressada sou eu

    • Estou calmo VdeAlmeida.
      Estas coisas irritam-me profundamente. Eu se calhar até a imagem do Grumpy da Branca de Neve, mas não sou assim. Não sempre. 🙂

  2. Estamos mesmos rodeados deles. 🙂
    Eu costumo escrever no mail o que me apetecia dizer-lhes, e depois apago. é ridiculo mas sabe-me bem.
    Já tu…Não apagas. Escreves e mostras ao mundo, e eu gosto bastante. 🙂

    • margarete, não teria tido qualquer problema com isso, se tivesse contribuido para o erro. Mas fui obrigado a levar nas orelhas sem ter feito nada. Chateia, claro que chateia. 🙂

  3. Essa canalha queria-se regada a napalm, cínicos do raioqueosparta, malta de duas caras. Há-os por todo o lado. Aqui também. Chibam-se só pelo odor. A esgoto.

  4. Pingback: Delimitando territórios desde a década de 70 | trollofthenorth

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