Time’s a wasted go

De todos os frontmans que povoaram o meu Walkman da Sony e a aparelhagem da Technics lá de casa, a mesma que o meu pai demorou a deixar-me usar “para não se estragar”, e só a custo consegui convencer o quão ridículo era, ter ali o mamarracho parado só para os vinis dos Beatles e os 45 rpm dos Procol Harum e companhia, o Scott Weiland era, o gajo. Era o único que gostava de imaginar que me traria sorte com as miúdas, se o imitasse. Têm de compreender que a linha de pensamento do meu imaginário musical nos anos noventa era ainda mais curta que as linhas que o Scott Weiland fazia. Ouvia sempre as mesmas quatro, cinco bandas. Achava-o brilhante. E ele até era. A par do Mark Lanegan dos Screaming Trees eram para mim as vozes mais cool do movimento.

4 thoughts on “Time’s a wasted go

  1. Ahahah! A mim, aconteceu-me com o casaco perfecto em couro verdadeiro que eu insisti para a minha mãe me comprar. Quando ela, finalmente, aceitou, fiquei super feliz, tinha uns 13/14 anos. Devo ter andado com o dito casaco, no máximo umas 3 vezes. Só em alturas “especiais”, do género o almoço de páscoa em casa da ti Valentina. Lá está, para não se estragar…
    Quanto à música, ouve-se. Em pequena dose. Caso contrário fica-se com dor de cabeça. Pelo menos, eu fico ;p

  2. Ainda bem que podes estabelecer um paralelo entre a música feita pelos Beatles e pelos Procol Harum, e o que esse gajo toca. Assim não tens desculpa para saberes distinguir o que é bom e o que é farsola. Pede mas é ao teu pai uns discos emprestados.
    ( e eu a julgar que ouvias Cave, Murphy…que desilusão, Troll:) )

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