“We few, we happy few, we band of brothers”

Devo confessar que começo por escrever este post depois de ter lido isto. Não posso dizer que concorde. O clichê da minha liberdade terminar onde começa a dos outros torna-se difícil de aceitar quando os segundos estão mortos e enterrados. Como se com isto algum mal viesse ao mundo. Mas algumas coisas nunca hão-de mudar. Adiante. Foram 8 breves segundos até me ter lembrado da Anne Hathaway e da produção dela para a Interview Magazine de Setembro último.

Nunca, vestidos de Dolce & Gabanna, Nina Ricci, Dior ou Gucci, me terão despertado tanto a atenção como aqui. Sim, porque um Sasquatch como eu também pode ser suficientemente sensível a bonitos vestidos ornamentados por belas mulheres. E a Anne é moça para merecer um destaque desses. Descansem que será provavelmente a primeira e última vez farei publicidade a moda por aqui.

Desengane-se também quem chegou a este 3º parágrafo a pensar que este blog pretende atingir outros patamares mais fashionistas. Não quer. Não é esse o intuito do post. Não sou um gajo que faça por estar a par destas andanças. Foi um despertar de cliques da memória. Vi-me de repente nas noites de Sábado da Jukebox, ali na Rua da Fé. As noites eram de negro vestido. E Doc Martens, claro está.

A mente, esse emaranhado de lembranças e pensamentos, encarrega-se de normalmente apagar as más memórias e preservar em formol as que nos deixam sorrisos na cara. Achamos que nos esquecemos delas, e aquando de um clique, o sorriso acompanha a lembrança. No que outros poderiam ver uma teatralidade deprimente eu via um estado de alma. Nunca uma vã tentativa de chamar a atenção. Onde outros encontravam uma forma de se protegerem contra o mundo e os outros, eu encontrava alguma paz. Como em qualquer outra cultura urbana existem extremistas. Eu não, eu era a Suiça. Em 96 a minha personalidade estava em plena mutação. Fundiu-se com estilos musicais e de guarda roupa. Senti-me muito bem nessa pele que foi minha por opção. A Mónica (a gótica de serviço na faculdade) também ajudou, mas a Mónica merece um post só para ela. O tempo encarregou-se de diluir o exterior da minha alma. O coração e a alma não. Mantém-se negros.

14 thoughts on ““We few, we happy few, we band of brothers”

  1. Sou de uma geração diferente da tua, e não fui apanhado pela onda gótica. Felizmente. É que se há coisas que não aprecio, é vestir de preto. Acho que atrai maus fluidos. Pelo menos a mim. Se de manhã me apetece vestir algo escuro, não é bom sinal, vou andar amarfanhado todo o dia.
    Ah! e sou muito interessado por moda (das meninas), que da dos homens eu tenho gostos muito definidos há muito tempo e não mudo.
    Mas concordo contigo, há proibições que são ridículas (ou como se disse há muito tempo po, é proibido proibir?)

    • Xuxi, bem-vinda 🙂

      Oh as rendas das manguinhas…A sério? Também por lá andavas?
      Poucos mas bons, I tell you, poucos mas bons. 🙂

      A vizinhança é que deu cabo do antro. Li recentemente que vai reabrir legalmente.

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